O que fazer se você detesta o seu trabalho

É comum ouvir reclamações sobre o trabalho, mas nem todo mundo vai além da insatisfação e busca aquilo que possa trazer mais felicidade e realização. O primeiro passo para quem deseja parar de se lamentar e mudar o jogo é ir atrás de um conhecimento fundamental: o de si próprio.

Como você vê a si mesmo? O seu trabalho está alinhado com seus valores, paixões e personalidade?
No livro Como encontrar o trabalho da sua vida, Roman Krznaric fala que estamos em uma era de realização, onde um dos grandes sonho é trocar o trabalho ruim com um salário polpudo por mais sentido na vida.

O trabalho, além do sustento e status, precisa também alimentar a fome existencial. As aflições do momento estão relacionadas a uma epidemia de incertezas como escolher a carreira certa. E uma pergunta paira no ar: Será que realmente é possível encontrar um trabalho em que possamos prosperar e nos sentir vivos? A resposta é sim.

Em seu livro, Roman divide a humanidade em dois grupos. O primeiro deles é a maioria da humanidade, que acredita que o trabalho sempre será uma tarefa enfadonha e que é preciso aceitá-lo para atender as necessidades financeiras e deixar tempo suficiente para aproveitar a vida real fora do expediente, o que é perfeitamente normal. O outro grupo é o que acredita que é possível encontrar um trabalho edificante e que o faça se sentir mais humano, e para os que pertencem a esse grupo o autor sugere três passos a serem seguidos em busca da realização:

1. Compreender as fontes de nossas confusões e anseios que impedem de deixar a carreira para trás e ir em busca de uma nova carreira.
2. Esquecer o mito de que existe um emprego perfeito esperando lá fora e identificar os diferentes “eus”, dando luz a potencialidade existente.
3. Agir primeiro e pensar depois. Realizar projeto experimentais para testar os vários “eus” no mundo real.

Acredito que compreender o que impede a busca de uma nova carreira é se conhecer, saber o que trava, que valores estão impedindo uma tomada de decisão. Será que a escolha da profissão está ligada a uma decisão da família?  Será o medo do desconhecido, de mudanças ou do fracasso?

Pensar que existe um emprego perfeito em algum lugar inexplorado pode ser um tanto ilusório. Há mais do que uma competência em cada pessoa, e qual delas quero satisfazer agora?

Talvez testar os várias oportunidades na vida real possa parecer impossível, mas se queremos realmente encontrar um trabalho que nos satisfaça em vários sentidos é preciso experimentar. As habilidades se desenvolvem na prática e não na teoria.

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